sexta-feira, 24 de abril de 2015

Carta para minha mãe



Aproveito este dia, para escrever algumas linhas,
Compungido, mas com alegria, vou falar de coisas minhas
Que me vão aqui no peito, perdão, mas, com todo o respeito,
Quero dizer a verdade, que ocupa o meu coração.

Mãe é mãe, mãe é exclusiva, (até mesmo para cada irmão)
Você, que me deu a vida, é única, e é bilhão,
Pois cada um tem a sua, diferente, mas igual.
Como um anjo, feito no céu, alguém muito especial

Receba minha gratidão, por todo cuidado e amor
Por me dar tanto carinho, minimizar minha dor
Por ensinar o caminho, e por me dar o calor
Desde que, eu, bebezinho,  recebi o teu favor

Eu te amo ainda, mamãe, e muitas vezes sonho contigo
Sonhos bons, do tempo antigo, quando aqui inda vivias,
E me chamava querido, e me ensinava os valores,
E ouvia os meus temores, assim, logo eu sorria

Eu nunca soube dizer-lhe o quanto também te amava,
Mesmo que meu amor fosse pouco, comparado ao que me deu
Até o dia em que me despedi, por sua partida pro céu,
Afinal, você foi promovida, por tudo o que fez na vida,
Foi morar perto de Deus.

Velho Pescador 


Imagem: anderson.pro.br

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Declaração de Moscou

Um APELO Urgente Às Nações do Mundo
A todas as pessoas de boa vontade em todos os lugares: Aos líderes de todas as religiões, Aos arquitetos da opinião pública, Aos que estão na liderança das organizações profissionais de mulheres e jovens, À Assembleia Geral da ONU, Aos chefes de Estado e órgãos legislativos e Aos meios de comunicação de massa.
Nós, os participantes do Fórum Internacional de Moscou “Família Grande e Futuro da Humanidade” (de 10 a 11 de setembro de 2014), expressamos nossa profunda preocupação porque certos países estão seguindo políticas obstinadas e uma campanha de propaganda sem precedente, tudo o que está levando à destruição suprema da família natural — uma instituição que numa sociedade civilizada é o alicerce da ordem, a prosperidade do Estado e paz social.
A preservação da humanidade se baseia num sistema de laços de família e parentesco que são formados por meio da ligação de casamento entre um homem e uma mulher e as crianças que nascem para eles. Isso e só isso tem a capacidade de garantir a reprodução, estabilidade e continuidade da civilização humana. Todas as outras espécies de relacionamentos ou alianças sexuais que intencionalmente excluem o nascimento de crianças são sem sentido, pois são desprovidos da noção estabelecida na própria definição da palavra “família.” E nenhum interesse político ou econômico pode servir como pretexto para substituir o conceito verdadeiro e comprovado de “família” por qualquer tipo de substituto…
Apelamos a todas as pessoas que reconhecem o significado e valores da família natural para a preservação da civilização humana:
* Para se unirem diante da ameaça da total desumanização da sociedade, estabelecer uma barreira na estrada da interferência de linha ideológica sustentada pelo Estado na vida particular das pessoas, numa tentativa de impor estilos de vida e preferências sexuais da minoria sobre a maioria;
* Para lutar para lançar iniciativas legislativas nas leis e constituições de todos os países que definam claramente as relações predeterminadas na família como relacionamentos entre homem e mulher, seus filhos e seus parentes;
* Para defender e apoiar a família natural como a única fonte para preservar a civilização, a vida da humanidade;
* Para usar todos os dias temáticos internacionais (… proteção das crianças, a família, etc.) cujos lemas e slogans se refiram a valores tradicionais, para demonstrar sua discordância e dissidência às tendências destrutivas sustentadas pelo Estado no sexo e vida de família, principalmente dos jovens, e consolidar a compreensão de uma família natural como o alicerce da vida humana no nível do indivíduos, sociedade, estado e civilização;
* Para opor-se à utilização cínica de mulheres como mães de aluguel nos interesses de ligações e alianças homossexuais;
* Para sustentar os interesses das crianças e trabalhar pela aprovação de leis que proíbam todos os tipos de propaganda com relação a relacionamentos homossexuais na área de crianças e jovens;
* Para iniciar e apoiar pesquisas científicas para estudar as condições e expectativas de desenvolver uma família natural, assim como estudar os efeitos sociais e psicológicos negativos de criar filhos em duplas homossexuais;
* Para apoiar campanhas públicas com o objetivo de garantir a integridade da vida humana desde o momento da concepção até a morte natural, proteger as crianças de influências contrárias à sua individualidade e sustentar os direitos dos pais criarem seus filhos — direitos do pai e da mãe;
* Para exigir iniciativas e ordens dos governos e chefes de estado para garantir a proteção da família natural, infância e maternidade tanto nas políticas nacionais quanto nas políticas estrangeiras.
Pedimos urgentemente que a Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral da ONU e o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, ao formularem os programas da ONU, sigam a letra e o espírito do Artigo 16 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que enfatiza a compreensão da família humana como a única noção possível e aceitável para a civilização humana, e proclamar no futuro próximo um Ano ou Programa Especial em apoio à família natural.


Pedimos que todos os que concordam com este apelo o assinem e lhe deem apoio por amor da preservação da vida e da civilização em nossa Terra.


Recebido por e-mail

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CAOS



Como aquilo começou, ninguém conseguia entender...
Em pleno centro da cidade.

Repentinamente, uma freada, seguida de um estranho ruído.
Ao olhar, nada para se ver... Só a fumaça, uma fumaça densa e mal cheirosa, ia invadindo tudo, a partir daquela esquina.

Vozes de homens, mulheres, crianças, aos gritos, começava-se a ouvir.
Choro, choro convulsivo, desesperado...

E o dia ia escurecendo,

Eram 15:27h . . .

Aos poucos as luzes das ruas foram-se acendendo, mas aquela fumaça terrível tomava conta de tudo, e a iluminação de nada valia.
Enxergava-se poucos metros à volta. Terrível!

Bombeiros eram solicitados em todas as partes da cidade, As forças de segurança estavam em estado de alerta, mas pouco podiam fazer frente ao inimigo desconhecido.

E a fumaça, preta e malcheirosa, ia se espalhando... Sem poder ser contida...

Cientistas foram chamados a analisar a composição daquela fumaça, e, mesmo identificando as propriedades químicas, não podiam explicar sua origem. Urgia descobrir uma fórmula que acabasse com aquilo.

Ela como que se multiplicava. Bastava um pouco de fumaça levada pelo vento para qualquer parte, e logo estava tudo escuro. Nas casas e no comércio, ela se infiltrava por debaixo das portas, ou outros vãos existentes, e logo estava tudo escuro.

Mesmo não causando nenhum transtorno aparente à saúde das pessoas e animais, gerava pânico vê-la se aproximar, cobrindo até os mais altos edifícios.
O medo se fazia presente em todos os lugares.
Logo, o noticiário dava conta do surgimento daquela fumaça em outras partes do planeta, as mais longínquas, e, todas, ainda sem explicação.

O tráfego aéreo ia sendo fechado nas diversas cidades; Automóveis, caminhões, trens e metrôs foram parando...

A vida em compasso de espera.

Curiosamente, a fumaça não chegava
àquelas poucas quadras daquele pequeno distrito.  Ia se aproximando até bem próximo, mas não chegava às casas ou ruas. Parte dos trigais também não era atingida.

A notícia foi divulgada pelos meios de comunicação ainda em funcionamento, e uma força-tarefa foi deslocada, não sem muitas dificuldades, até aquele lugarejo , para investigar.

E a noite caiu sobre as cidades já escuras.

Pouco menos de vinte horas depois, misteriosamente, como tinha surgido, ela começou a regredir, não restando mais fumaça a não ser nos frascos onde havia sido acondicionada para estudos.


O Sol brilhava de novo.
 

A vida teve continuidade, mas, o medo...
 

O medo persistiu por muito tempo ainda.

Não houve explicação!


Velho Pescador
Publicado originalmente no luso-poemas.net

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A morte, segundo alguns poetas



Dia 20/09 o poeta João Marino Delize escreveu um poema que me chamou a atenção.
Falava da morte, da preocupação por não ter um lugar adequado para morrer, para ser sepultado, lógico, trazendo a idéia de que prefere não morrer.
Original, bem escrito, me levou a escrever algo a respeito,  quando o querido poeta Jogon Santos comentou, em versos, e eu repliquei também em versos.
Agora só espero a presença da grande amiga e poetisa Vólena.
Para que você entenda, seguem os poemas, na sequência em que foram postados, com os devidos créditos e links.
Espero que você também se anime, querido leitor, e deixe um comentário.
Grande abraço
Velho Pescador





 
Não tenho onde cair morto
 João Marino Delize
                                

Muitas vezes fico me preocupando
E isto até me traz um desconforto
No dia que morrer, não sei quando
Não terei um lugar para cair morto

Do local que nasci, saí pequeninho
E não lembro de ninguém do lugar
Um distrito de nome São Martinho
Que nunca mais por lá pude passar

Na cidade em que mudei em criança
Os amigos não se encontram mais
Foi onde eu passei minha infância
E o que de melhor a vida nos traz

Como lá não conheço mais ninguém
Quem é que vai querer ir me visitar
Então quando eu partir para o além
Não quero que lá venham me enterrar

Aqui tem um cemitério para nobres
E neste não quero aí me perpetuar
Pois não fica bem para quem é pobre
Ficar perto de ricos pra atrapalhar

Ao ler este poema não leve a sério
Pois é uma desculpa para não morrer
É que tenho muito medo de cemitério
E ainda por muitos anos quero viver

jmd/Maringá 20.09.14
 


O Jogon respondeu:

Não tenho onde cair morto

Então, meu amigo João Marino
Não tem com o que se preocupar
Temos que ter onde cair vivo
Morto não importa em que lugar.

 


A morte


De carona com o João Marino Delize

Morrer, Marino, não creio ser tão mal,
E não me importa onde seja enterrado!
Todos chegaremos a esse final,
Os certos, os tortos, os errados

A morte, um dia vem, esta é a suma
Com o corpo, não me importa o que farão
Ponham-no em cova rasa, em um bom túmulo,
Ou mesmo, não invistam nem em caixão.

Alguém ali me visitar? Não perca tempo
Pois lá não estarei para atender
Minha alma, que dava a vida a esse corpo,
Vai se encontrar bem, seja onde Deus quiser.

Que sobrem as lembranças, alguns poemas,
A saudade, os amores, amizades.
Se houver homenagem póstuma, será uma pena
Que a façam enquanto estou vivo, de verdade






O Jogon respondeu:

É pescador, você deve estar certo
Morrer pode até não ser tão ruim
Mas enquanto estiver bem esperto
Quero a morte bem longe de mim

E de que vale deixar lembrança
Se ela também no tempo se escorre
Pois, assim como toda esperança
Ainda que por último, também morre

  


Respondi ao Jogon

Cada um morre a seu tempo,
Isso não dá para escolher
Enquanto estiver vivo, eu garanto,
Também não procuro morrrer

Tenho família, amigos,
pescarias e a poesia
Enquanto não for "promovido"
vou ficar esperando o meu dia.


 

Exagerada!

Pois é! Tem um monte de histórias de pescador, e muitos dizem que é mentira, mas eu me calo. Quem sou eu para julgar?  Hoje eu...