quinta-feira, 18 de julho de 2013

Letras reumáticas.







Antes, muito romântico, hoje meio reumático
Sou apenas poeta, um pescador emblemático
As rimas se foram, a inspiração me faltou
Comemoro mais um aniversário, e algo mudou

A cada ano mais sexi, (vá com calma, ou me complico...)
por que depois viro sept (septuagenário!) eu explico.
Os anos passando, a idade chegando
e eu fico pensando: O que devo fazer?

Uma vantagem eu tenho, são os muitos amigos
E pessoas que eu gosto que me vem abraçar
Coma um pedaço de bolo, e um suco gelado
Sente-se aqui, do meu lado, e vamos conversar

E a festa, assim, rola, sem muito barulho
Pois idoso é quietinho, e não quer se cansar
Daqui há pouco, pra cama, descansar o esqueleto
Amanhã é outro dia, tenho que trabalhar.

Sábado chegando, pescaria em vista, 
(depois das visitas que vamos receber!)
Vou pra beira do rio, não tenho medo da pista...
Se pegar peixe bom, trago para comer.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

A PESCARIA DO REI





 
Era uma vez um rei que queria ir pescar. Ele chamou o seu ministro da Meteorologia e pediu-lhe a previsão do estado do tempo para as próximas horas. Este assegurou-lhe que não iria chover.


No caminho, o rei encontrou um camponês montando seu burro e que, ao vê-lo, disse:


- Majestade, é melhor regressar ao palácio porque vai chover muito.”


É claro que o rei ficou pensativo:”Eu tenho um ministro da Meteorologia muito bem pago que me disse o contrário. Vou seguir em frente.”


E assim fez … E, claro, choveu torrencialmente, a pescaria ficou estragada e o rei encharcado e resfriado.


Furioso, voltou para o palácio e despediu o ministro.Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe o cargo, mas este, sincero (não era político), disse-lhe:


- Senhor, eu não entendo nada disso, mas se as orelhas do meu burro estão caídas, significa que vai chover. O rei, então, usou a lógica e nomeou o burro.


Assim começou o costume de nomear burros, que desde então têm as posições mais bem pagas nos governos
       


Recebido por e-mail

 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Afastado




Oh, Senhor, tu sabes como eu me sinto
Nos dias em que a minha fé como que esfria
Preocupado com as coisas momento,
Essas coisas que acontecem dia-a-dia.

Senhor! Perdão por eu não ter permanecido
Na tua presença. Por eu ter-me afastado.
Quando não ouço a voz do teu Espírito
Entristeço-me, sinto-me abandonado

Por que insisto em querer tudo resolver
Do meu jeito, que eu sei, não é o melhor?
Pois Tú oh Deus, é aquele que provê.

Porque andar preocupado, em meu labor?
Em tua proteção nestes dias, vou viver
Por tua misericórdia, oh Senhor.


Velho Pescador



sábado, 29 de junho de 2013

Ganância





Ganância – saco sem fundo, em constante vazamento
Nem todo o ouro do mundo chegará a ser bastante
A ambição desmedida busca um preenchimento
Que não se pode aplacar com cifrão ou diamante

A alma não é um cofre, nem tampouco caixa-forte
Dinheiro e bens funcionam como simples distração
Quem não se sente feliz e sempre se queixa da sorte
Quer na bolsa de valores encontrar compensação

Uma corrida sem fim, desgastante roda viva
Amealhando tesouros pelo poder e vaidade
Feliz quem acha motivos para sorrir e cultiva
a alegria e a paz na própria simplicidade

Angela Maria



Angela Maria, ou Angelmar, é uma excelente poetisa, que escreve como eu gostaria de escrever, então, de vez em quando colho uma de suas pérolas no Luso-poemas e publico aqui.

Exagerada!

Pois é! Tem um monte de histórias de pescador, e muitos dizem que é mentira, mas eu me calo. Quem sou eu para julgar?  Hoje eu...