quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PEPITAS DE OURO


Estava viajando pelos blogs e achei curiosa esta informação: Os indígenas brasileiros utilizavam pepitas de ouro como peso para linhas de pesca, pois não davam valor ao ouro. Gostavam de se enfeitar com penas e plumas de aves. Leia abaixo o artigo.
Como pescador, eu prefiro usar chumbo, mesmo. Ouro, eu gosto nas jóias da minha esposa.


Pepitas de ouro usadas como chumbada de pesca.


No ano de 1869 foi descoberta na Austrália a maior pepita em ouro do mundo, com o peso de 65,2 kg.
Foram também descobertas na Brasil pepitas com pesos brutos entre os 33 e 60 kg.
Pepitas são pedaços de metal, normalmente de ouro ou prata descobertas em explorações em céu aberto ou nos aluviões.
No inicio do século XVIII foi descoberto no Brasil pelos portugueses grandes quantidades de ouro que eram superiores a mais de 60 % da produção mundial.
No reinado de D. Manuel, Pêro Vaz de Caminha faz referência nos seu diário de bordo que quando chegou ao Brasil os indígenas utilizavam as pepitas de ouro que penduravam numa espécie de fio de pesca e utilizavam-nas como chumbadas.
Estes povos das terras de Vera Cruz preferiam ornamentar-se com penas de aves, pedaços de ossos de animais com tons mais coloridos não utilizando o ouro para fabrico de peças de culto, amuletos ou de embelezamento.
http://valorreal.blogs.sapo.pt/514.html

Mulher bonita (?) e prática.

Hoje eu estava me lembrando do Ary Toledo, cantando sobre sua "namorada", uma tal de Linda.
Veja a letra, é bem curiosa. Se quiser, pode ver no Youtube, pois há vídeos dele cantando.
Grande abraço.

Velho Pescador.

Linda Meu Bem
Ary Toledo




Eu quero descobri dereito qual é o defeito que o meu bem tem

Meu bem tem duas perna torta
Mas o que importa, é se ela vai e vem
Os óio são esbugaiado, prá oiá de lado ela óia em mim
Pescoço tá fora do prumo mas eu me arrumo com ela mesmo assim

Linda, meu bem, que será ocê não tem
Se eu já conferi dereito, não vejo defeito ni você, meu bem

Os braço são que nem dois gancho
Quase me desmancho se me aperta os rim
Os dente, farta dois na frente mas fico contente se ela ri prámim
A voz já muito mais grossa e ela ainda se esforça pra suavizar
Na linda não tem nada errado faz tudo acertado só pra agradar
Linda, meu bem, que será ocê não tem
Se eu já conferi dereito, não vejo defeito ni você, meu bem

Postiça ela só tem peruca
Pois perto da nuca o cabelo sumiu
Mas isto não deferença já que é de nascença e ninguém nunca viu
Idade ela tem avançada mas pega na enxada e trabaia por dez
Não mão não farta nenhum dedo
Ela só faz segredo é com os dedo dos pés

Linda, meu bem, que será ocê não tem
Se eu já conferi dereito, não vejo defeito ni você meu bem

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Herança do Kadaf?

Constantemente recebo mensagens oferecendo vantagens, dinheiro, sociedades, etc., com as histórias mais mirabolantes.
Sei que há muita gente que cai nelas, e decidi publicar, a partir de agora, algumas das que tem chegado.
Esta está escrita em inglês, como a maioria, e, abaixo dela, posto a tradução via google tradutor. Se você crê nisso, e quer aproveitar, escreva para ele.
Grande abraço
Velho Pescador



Dear Sir,

I know that this mail will be a great surprise to you, I sourced your detail from your country's directory and decided to contact you for a business relationship,   I am Mr. Kamal Abdul, I was on an errand  for Leader Gadhafi of Libya, I arrive in South Africa on errand with consignments containing the family treasure and money since March 12th 2011 when the leader thought we will be granted asylum in South Africa but, while I was here the revolution started, because of that I decided to stay back to see the fate of the demonstration but, eventually it turned worse when my boss was killed by the NTC.

Presently I do not possess valid document to stay in South Africa anymore therefore I have limit to what I can do, meanwhile I have a full access to the consignments containing the treasure/ money meant for the leader, therefore I honestly solicit for your trust and assistance for proper investment of this fund in your country and then I will arrange for my family to arrive here thereafter, I will be very grateful if you will assist me in securing the consignments and investing the money appropriately.

As soon as I have received your response I will give you more detail regarding this transaction. You can contact me on my private email as I currently in asylum shelter. Please under no circumstance should you disclose this transaction to anyone. I wait for your urgent response to this regards. Please include your contact details in your reply. kamal.abdul_Tripoli@i.ua
Sincerely yours
Kamal Abdul
kamal.abdul_liyba@i.ua

Tradução:

Caro senhor,

Eu sei que este e-mail será uma grande surpresa para você, eu obtida seu detalhe do diretório do seu país e decidiu contatá-lo para uma relação comercial, eu sou o Sr. Abdul Kamal, eu estava em uma missão para Líder Kadafi da Líbia, eu chegar na África do Sul a serviço de remessas contendo o tesouro da família e dinheiro desde 12 mar 2011, quando o líder pensamos que será concedido asilo na África do Sul, mas, enquanto eu estava aqui a revolução começou, por isso decidi ficar para trás para ver o destino da manifestação, mas, eventualmente, ele voltou pior quando o meu chefe foi morto pela NTC.

Atualmente não possuo documento válido para permanecer na África do Sul mais pois tenho limite para o que eu posso fazer, enquanto isso eu tenho um acesso completo para os lotes contendo o tesouro / dinheiro destinado para o líder, portanto, eu honestamente solicitar a sua confiança e assistência para o investimento correto deste fundo em seu país e então eu vou mandar para minha família a chegar aqui depois disso, eu serei muito grato se você me ajudar na segurança das remessas e investir o dinheiro adequadamente.

Assim que recebi a sua resposta eu vou lhe dar mais detalhes sobre essa transação. Você pode entrar em contato comigo no meu e-mail privado como eu atualmente em asilo abrigo. Por favor, sob nenhuma circunstância você deve divulgar esta transação a qualquer um. Aguardo sua resposta urgente a esta matéria. Por favor, inclua seus dados de contacto na sua resposta. kamal.abdul_Tripoli @ i.ua
sinceramente seu
Kamal Abdul
kamal.abdul_liyba @ i.ua

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cruz Vermelha : doações “desapareceram”


Comentário de Julio Severo: Quer ajudar os pobres e necessitados? Vá diretamente a eles. Se depender de entidades, o dinheiro — de um jeito ou de outro, em menor ou maior grau — vai para ajudar a conta bancária de piranhas. Recomendo ler o excelente artigo “Esquerdistas fazem doações que custam caro — para você, não para eles” de Ann Coulter. O artigo abaixo é da revista Veja:

MP detecta desvio milionário de doações à Cruz Vermelha
Reportagem de VEJA desta semana mostra que recursos doados à entidade no Brasil não foram aplicados como pensam os incautos beneméritos

VÍTIMAS LESADAS - A tragédia retratada nos deslizamentos na região serrana do Rio (à esq.), na fome na Somália (acima) e no terremoto seguido de tsunami no Japão: cumprindo seu papel de prestar apoio e serviços em situações de emergência, a Cruz Vermelha do Brasil pediu e recolheu doações, mas nem mesmo os conselheiros da organização conseguiram ter acesso às contas

Toda vez que uma catástrofe abala o planeta — seja a Síria conflagrada, seja o Japão devastado por um tsunami, seja a região serrana do Rio de Janeiro arrasada por chuvas e deslizamentos —, a Cruz Vermelha se faz presente, prestando serviços sustentados por doações vindas de todo o mundo. Com eficiência e credibilidade, a organização fundada em 1863 pelo suíço Jean Henri Dunant (ganhador da primeira edição do Prêmio Nobel da Paz, em 1901) e sediada em Genebra, na Suíça, estabeleceu na prática os direitos e deveres humanos depois consolidados na Convenção de Genebra, firmou sólida reputação de neutralidade e, assentada em firme alicerce de respeitabilidade, tornou-se uma máquina eficiente de arrecadação de doações e recrutamento de voluntários — inclusive no Brasil, onde completa 100 anos de atividade justamente em 2012. Um aniversário, infelizmente, tisnado por um triste revés. O Ministério Público começa a revirar um lamaçal que aponta para o desvio de um montante de dinheiro de doações à Cruz Vermelha. O valor, ainda não totalmente conhecido, conta-se na casa dos milhões. Nas últimas quatro semanas, VEJA entrevistou conselheiros, funcionários, colaboradores e doadores da Cruz Vermelha, analisou mais de 1000 documentos, e a conclusão do trabalho é que os recursos doados à entidade no Brasil não foram aplicados como pensam os incautos beneméritos.
No ano passado, a Cruz Vermelha Brasileira organizou três grandes campanhas nacionais de arrecadação — uma para as vítimas dos deslizamentos na região serrana fluminense, que deixaram 35000 desabrigados; outra para a Somália, país africano faminto e devastado por guerras civis; e mais uma para a tragédia do terremoto seguido de tsunami no norte do Japão. Os recursos arrecadados nessas campanhas, com toda a certeza, não foram aplicados em nenhum daqueles locais. Nem um único centavo chegou a quem precisava. Nos três casos, as doações foram encaminhadas para contas bancárias da entidade no Banco do Brasil em São Luís, no Maranhão. Por que no Maranhão? Não se sabe, mas se suspeita: 1) porque o presidente nacional da Cruz Vermelha, Walmir Moreira Serra Júnior, mora lá; e 2) porque justamente sua irmã, Carmen Serra, é quem comanda a filial da Cruz Vermelha maranhense. Sob os argumentos mais diversos, os irmãos Serra passaram a manter as contas sob sigilo, e nem o alto escalão da entidade tem informações sobre o montante depositado ou sobre as movimentações.
Apesar de insistentes solicitações, a mais recente em uma reunião em Brasília em 11 de junho, a comissão fiscal da organização no Brasil, secundada por instâncias superiores, como a Federação Internacional da Cruz Vermelha, tentou em vão ver o extrato das contas. “As coisas não estão sendo feitas de forma transparente. Estamos exigindo uma informação, mas ela nunca vem”, diz o representante da Federação da Cruz Vermelha para a América do Sul, Gustavo Ramirez, que reuniu e enviou para o Japão o dinheiro arrecadado nos outros países — menos o do Brasil. Sobre a campanha para ajudar os famintos da Somália também paira um ponto de interrogação. “Fizemos parceria com a Cruz Vermelha do Brasil, mas não sei onde foi parar a parte que eles arrecadaram”, fala com perplexidade o suíço Felipe Donoso, delegado para Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
A investigação das contas misteriosas, que vinha ocorrendo em sindicâncias internas, extrapolou o âmbito da organização em fevereiro, quando Letícia Del Ciampo assumiu o comando do escritório da Cruz Vermelha em Petrópolis, uma das cidades do Rio de Janeiro devastadas pelas chuvas do ano passado. Letícia constatou as irregularidades, reuniu documentos e entrou com duas ações no Ministério Público estadual — uma contra a Cruz Vermelha da cidade serrana, outra contra a nacional. Além de constatar que Petrópolis não recebeu um tostão do dinheiro que foi parar nas contas secretas do Maranhão, ela descobriu desvios em outras áreas. Ambulâncias novas que deveriam estar servindo a região nunca apareceram, e as antigas estão sem manutenção há muito tempo, o que praticamente inutilizou a frota. Há sinais de problemas também em um convênio feito com o governo do Distrito Federal com o objetivo de passar à Cruz Vermelha a gestão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Brasília. Em 2010, a Cruz Vermelha-Petrópolis recebeu 3,7 milhões de reais adiantados, mas ela nunca prestou serviço algum e está sendo cobrada na Justiça pela devolução do dinheiro. “A Cruz Vermelha brasileira está cometendo crimes contra a humanidade. Desde que assumi o cargo, o que mais ouvi foram pessoas dizendo que catástrofes são ótima oportunidade para ganhar dinheiro”, dispara Letícia.
Outro foco de irregularidade envolve o escritório do Rio Grande do Sul, contratado para gerenciar um hospital municipal em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Uma CPI apurou desvios de dinheiro ali e indiciou dezesseis pessoas no mês passado, entre elas o presidente Moreira Serra e seu vice, Anderson Choucino. Cerca de 1,5 milhão de reais pagos à Cruz Vermelha pela prefeitura foram parar nas gulosas contas secretas do Maranhão. Está cercado de suspeitas também o aluguel de parte do terreno onde fica o edifício-sede da organização, no Rio de Janeiro. A intermediação da locação foi entregue à Finance Consultoria, empresa que ocupa uma sala minúscula em um prédio de Olinda, Pernambuco. A Finance cobrou 83 milhões de reais pelos serviços prestados. As cifras, suspeitíssimas, são contestadas por conselheiros da Cruz Vermelha.
O processo de arrecadação das três campanhas de 2011 já seria em si motivo para envergonhar os responsáveis pela imagem de uma instituição patrimônio da humanidade como é a Cruz Vermelha. A Embaixada da África do Sul destinou 230000 reais aos desabrigados da serra fluminense e nunca recebeu um relatório sequer sobre a utilização do dinheiro. VEJA teve acesso a uma lista de empresas e bancos que juntos doaram cerca de 1,5 milhão de reais para os desabrigados fluminenses. “Não vimos a cor do dinheiro”, diz Rosely Sampaio, diretora executiva da Cruz Vermelha carioca. A Cruz Vermelha do Japão registra o recebimento de 164000 reais para as vítimas do tsunami, mas os recursos eram provenientes apenas da Cruz Vermelha de São Paulo. O dinheiro arrecadado pelo escritório nacional foi parar nas contas secretas do Maranhão. A suspeita é que o dinheiro que deveria ajudar a Somália tenha tido o mesmo destino — as contas controladas pelos irmãos Serra. Quando a comissão fiscal da entidade deu um prazo final para que o sumiço do dinheiro fosse explicado, Moreira Serra, presidente nacional da entidade, simplesmente extinguiu o órgão fiscalizador.  Serra recusou-se a falar com VEJA. Enquanto no mundo todo a Cruz Vermelha ajuda os desvalidos, no Brasil é ela que pede socorro.
Fonte: Revista Veja
Divulgação: www.juliosevero.com
Para seguir Julio Severo no Facebook e Twitter: http://twitter.com/juliosevero Facebook (perfil II): http://www.facebook.com/profile.php?id=100003992149042https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10171607-5007608567392924951?l=juliosevero.blogspot.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A SAGA DE BELO MONTE

 
Sandro Von Matter E-mail

Ciência e Meio Ambiente
Biólogo especializado em Ecologia de Florestas Tropicais e Jornalista Científico.

Publicado: Quarta-feira, 25 de julho de 2012
Paulo Jares / Pedro Martinelli
Encontro de Altamira reuniu 3 mil pessoas, 650 índios, entre elas, e foi considerado um marco do socioambientalismo no Brasil



http://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=37515
A foto acima foi tirada em 1989, em Altamira (PA), entre 20 e 25 de fevereiro  durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, que reuniu nada menos que três mil pessoas - 650 eram índios - que bradaram ao Brasil e ao mundo seu descontentamento com a política de construção de barragens no Rio Xingu. A primeira, de um complexo de cinco hidrelétricas planejadas pela Eletronorte, seria Kararaô, mais tarde rebatizada Belo Monte. De acordo com o cacique Paulinho Paiakan, líder kaiapó e organizador do evento ao lado de outras lideranças como Raoni, Ailton Krenak e Marcos Terena, a manifestação pretendia colocar um ponto final às decisões tomadas na Amazônia sem a participação dos índios. 
Já em 2008, 19 anos depois, realizou-se em Altamira o II Encontro dos Povos Indígenas do Xingu e daí nasceu o Movimento Xingu Vivo para Sempre, o encontro ficou marcado pelo gesto de advertência da índia kaiapó Tuíra, que tocou com a lâmina de seu facão o rosto do então diretor da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, presidente da estatal durante o governo FHC. O gesto forte de Tuíra foi registrado pelas câmaras e ganhou o mundo em fotos estampadas nos principais jornais brasileiros e estrangeiros. 
Hoje em 2012 assistimos a polêmica construção de Belo monte que poderá se tornar a terceira maior hidrelétrica do mundo. No coração da Amazônia, um exército de mais de 8 mil trabalhadores, cerca de 900 caminhões e centenas de máquinas trabalham 17 horas por dia para construir Belo Monte, uma obra colossal que modifica toda a região.
Em um voo sobre o Rio Xingu, um dos principais afluentes do rio Amazonas, com cerca de 2.000 km de comprimento, repleto de ilhas e cercado pela selva, é possível ver quilômetros de terra removida e obras que avançam a todo vapor. Fotógrafos do Greenpeace sobrevoaram a região e registraram em imagens impressionantes o impacto ambiental da construção da usina.
Apesar dos inúmeros protestos contra a implementação da obra por parte de: organizações não governamentais nacionais e internacionais como as ONGs Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Amazon Watch, Planète Amazone e AVAAZ; de centenas de celebridades como o diretor de cinema James Cameron (filme Avatar) e de artistas participantes do Movimento Gota D'Água; de comunidades indígenas locais; de grande parte da comunidade acadêmica mundial como o professor da USP Célio Bermann;  Ainda assim o governo brasileiro insiste de forma anti-democrática em dar proseguimento a obra ignorando até mesmo as incontáveis ações judiciais por parte do Ministério Público do Pará contra a instalação da usina, que questionam desde os estudos que permitiram a concessão da licença para a instalação até a maneira como as audiências públicas foram conduzidas.
Infelizmente Belo monte, esta prestes a se juntar ao seleto grupo de usinas hidrelétricas que trouxe sérios problemas sócio-ambientais a região norte de nosso país assim como as usinas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980. Ambas desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. 
O início da construção, mudou totalmente a cidade de Altamira e também os municípios vizinhos, estima-se que a população de cerca de 100 mil pessoas tenha aumentado em quase 50%, crescimento este que não foi nem de longe acompanhado pelos investimentos em serviços de utilidade pública. Milhares de famílias se preparam para abandonar suas casas que serão inundadas pela represa. “Não quero ir para outro lugar”, lamenta Helinalda de Lira Soares ao lado de seus três filhos pequenos. Nem ela nem seus vizinhos sabem para onde vão. “As obras de Belo Monte avançam muito rápido, e a obra social que prometeram para a cidade e as comunidades, muito lenta”, denuncia Helinalda. 
O impacto sobre os mais de 2.000 indígenas desta região do Xingu é um dos grandes problemas representados pela barragem que inundará 502 km². “Nós vivemos da pesca e vamos sofrer uma grande seca no rio, nos sentimos muito ameaçados”, disse Marino Felix Juruna, filho do cacique da aldeia Paquiçamba, que abriga 60 famílias de etnia Juruna, a quase três horas de Altamira. José Cleanton coordenador do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) alerta que: “Como os índios eram os únicos que representavam uma real ameaça à obra com sua oposição, estão sendo comprados com embarcações e bens”.
Sem falar nos problemas com os agricultores locais, que serão indenizados somente por áreas de pasto. O fazendeiro Manoel Pires proprietário de uma reserva legal, registrada no Ibama, com todos os impostos pagos que está para ser completamente alagada com o funcionamento da hidrelétrica afirma que: “Tem mais de 5 mil árvores. Eu já contei essa madeira toda aqui”. O agricultor foi informado que só será indenizado pela parte da fazenda onde tem gado e cacau. Agricultores vizinhos estão na mesma situação. “O próprio governo incentivou a gente a preservar e agora toda área de mata preservada, não será indenizada”, argumenta a agricultora Ana Alice Santos.
Nem mesmo os operários que trabalham na obra estão felizes. Foram muitas paralisações desde o início do projeto. Raimundo Braga da Cruz Sousa relata que as condições de trabalho eram extremamente precárias, que muitos operários foram torturados e até presos injustamente. " As condições eram péssimas. Agora capaz que está tudo novo, porque queimou e capaz que eles ajeitaram. Mas era tudo podre, caindo. Quando apodrecia uma tábua, ele trocavam e colocavam outra no lugar, só. Dormíamos nesses quartos, tinha cama pra todo mundo, eram oito pessoas por quarto".  
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pediu em 2010 que as obras parassem para os índios serem consultados. O governo brasileiro rejeitou o pedido, argumentando que as comunidades haviam sido informadas. 

Segundo Célio Bermann, doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp, o que estamos testemunhando é um esquema de engenharia financeira para satisfazer um jogo de interesses que envolve empreiteiras que vão ganhar muito dinheiro a curto prazo. Um esquema de relações de poder que se estabelece nos níveis local, estadual e nacional. Com Belo Monte ganham as empreiteiras mas também os políticos por permitir que o projeto se torne realidade, porque são as empresas envolvidas com a obra hoje que irão patrocinar a campanha para os próximos mandatos.
Já segundo o governo federal , a construção de Belo Monte tem um motivo claro: garantir energia para o país. Mas afinal de contas quem será beneficiado de fato com a obra? Eu? Você? Ou será que os reais beneficiados serão outros?
É imprescindível ressaltar que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e o Plano Nacional de Mineração 2030, estão intimamente relacionados, tanto que o documento oficial do PNM 2030 sugere uma verdadeira aliança com o projeto da nova Usina. 
O governo federal investirá nos próximos anos bilhões de reais no mercado da Mineração do Brasil, contudo, todo esse investimento precisa de alicerces para a sua sustentação, estes alicerces nada mais são que energia elétrica a baixo custo disponível para as mineradoras. É nesse sentido que o projeto do Rio Xingu entra no contexto. A história nacional, nos mostra que outras usinas hidrelétricas são fundamentais para grandes empresas do setor minerário nacional. A exemplo disso, lembremos da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, construída em 1984. Hoje, o respectivo empreendimento, fornece 40% da Energia para o Complexo do Carajás (maior mina de ferro do mundo).
Desta forma os maiores beneficiados com Belo Monte, além é claro de construtoras, fabricantes de equipamentos e empreiteiras como a Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez envolvidas diretamente com as obras, serão dezenas de mineradoras privadas que serão beneficiadas com energia farta custeada pelo dinheiro público, 
Sim. Dinheiro público! O governo brasileiro está subsidiando um projeto de infra-estrutura "privado" com fundos que deveriam se destinar ao bem público financiando cerca de 80% de todo o empreendimento, utilizando os fundos públicos. Para isso, o governo utiliza o capital dos fundos de pensão Funcef, através do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço da Caixa Econômica Federal; o Previ, que prevê pensões para os trabalhadores do Banco de Brasil, e o Petros, que gere as pensões dos trabalhadores do Petrobras. Além disso, o governo federal injetou no BNDES grandes quantias de dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e do Tesouro Nacional para que fosse utilizado na concessão de empréstimos para as obras da Usina.
As empresas de mineração e energia estam acostumadas a consumir grandes quantidades de energia hidrelétrica barata da Amazônia para prover de energia às suas operações de mineração, como ferro, cobre, ouro, e bauxita. 25% de toda a eletricidade do Brasil é consumida por oito companhias de mineração e energia: Alcoa, ArcelorMittal, Camargo Corrêa Energia, CSN, Gerdau, Samarco, Vale e Votorantim. E algumas destas mesmas empresas querem a energia de Belo Monte para expandir suas operações de extração de minérios.
Fica claro que a obra em questão não foi idealizada para trazer benefícios a comunidades locais, ou a você meu caro leitor e sim para gerar a curto e longo prazo renda para todos os envolvidos. 
Belo Monte, como foi provado por um grupo de cientistas de renome que se dedicou a realizar uma análise profunda do projeto de construção da hidrelétrica (acesse o texto completo elaborado pelos especialistas), é uma obra absolutamente indesejável sob o ponto de vista econômico, financeiro e técnico. Isso sem falar nos aspectos social e ambiental. E pior, diversos analistas apontam que Belo Monte é apenas a primeira iniciativa de muitas que podem mudar definitivamente a paisagem amazônica transformando-a de um mar de florestas tropicais para um enorme pólo de mineração. 
Neste exato momento o Ministério Público Federal entrou com ação cautelar contra a Norte Energia, responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, por descumprir as condicionantes impostas para obtenção da licença de instalação, dada pelo Ibama. O Ministério Público quer a suspensão da obra. O pedido foi protocolado na segunda-feira (23), junto à Justiça de Belém. Por omissão na fiscalização do cumprimento das condicionantes, o Ibama também virou réu no processo.
Resta agora aguardar que a justiça prevaleça sobre os incotáveis interesses políticos e econômicos de um empreendimento de bilhões de dólares. Ou então que a natureza encontre seu caminho para defender a maravilhosa Floresta Amazônica da ambição humana, exatamente como ocorreu com um dos operários da obra que morreu quando foi atingido por um tronco no momento em que derrubava uma árvore. Não seria a natureza nos mandando um recado?
Julie Messias Silva

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Leis de Murphy - Legislação complementar





"O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu"
(Lei de Nonti Pagam)


"Quando você estiver com apenas uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto."
(Lei de Assimetria de Tobravo Komisso)


"Quando tuas mãos estiverem sujas de graxa, vai começar a te coçar, no mínimo, o nariz."
(Lei de mecânica de Sperneia Kipassa)


"Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula sempre vai atrapalhar."
(Princípio de Aspirinovisk)


"Quando você acha que as coisas parecem que melhoraram é porque algo te passou desapercebido."
(Primeiro teorema de Tamus Ferradus)


"Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não entendemos todas as instruções."
(Principio de Atrop Lado)



Os problemas não se criam, nem se resolvem, só se transformam."
(Lei da persistência de Waiterc Pastar)


"Você vai chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam."
(Principio de Ring A. Bell)


"Se só existirem dois programas que valham a pena assistir, os dois passarão na mesma hora."
(Lei de Tamaus)


"A probabilidade que você se suje comendo é diretamente proporcional à necessidade que você tenha de estar limpo."
(Lei de Kaigarfo)


"A velocidade do vento é diretamente proporcional ao preço do penteado."
(Lei Meteorológica Barbero Pagá)


"Quando, depois de anos sem usar, você decide jogar alguma coisa fora, vai precisar dela na semana seguinte."
( Lei irreversível de Kitonto Kifostes)


"Sempre que você chegar pontualmente a um encontro não haverá ninguém lá para comprovar e se, ao contrário, você se atrasar, todo mundo vai ter chegado antes de você."
(Princípio de Tardelli e Esgrande La de Mora)


Peço perdão aos amigos pela ausência, pois estou muito atarefado. Prometo voltar logo que possível.
Grande abraço.
Velho Pescador







Exagerada!

Pois é! Tem um monte de histórias de pescador, e muitos dizem que é mentira, mas eu me calo. Quem sou eu para julgar?  Hoje eu...